
Na 21ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Inhaúma, na noite desta terça-feira (1º de agosto), foi constituída a Comissão Processante que analisará a denúncia de usos indevidos de diárias pelo prefeito Juninho.
Por 5 votos a favor e 3 abstenções foi acatada a denúncia lida em plenário, de autoria do cidadão e enfermeiro Daniel Fernandes Valentin, destinada ao presidente da Câmara, Rodrigo de Carvalho Gomes, informando que tomou ciência de que o prefeito Juninho utilizou de recursos públicos para pagamentos de diárias em desacordo com a legislação municipal.
Em sorteio, seguindo o regime interno, a Câmara constituiu a Comissão Processante que assim ficou formada: Mário José Vieira (DEM) - presidente, Rogério Angelino da Silva (PT) – relator e Cristiane Aparecida de Souza (MDB) – membro.
A denúncia
De acordo com o conteúdo da denúncia relatada por Daniel Fernandes Valentin, entre os dias 15 e 17 de maio deste ano (2023), o prefeito Juninho viajou até Brasília-DF, tendo recebido três diárias com o valor unitário de R$ 4.781,00 para cada dia, totalizando R$ 14.343,00.
Segundo ele, foi observado que trata-se de uma prática constante o chefe do Executivo Municipal, com a utilização de diversas diárias. No dia 18 de agosto de 2022, foi utilizado um valor de R$ 9.180,00; em 1º de dezembro de 2022, o valor de R$ 11.268,00; e 13 de dezembro de 2022, o valor de R$ 10.814,50. “Nota-se uma sistemática retirada de diárias pelo prefeito municipal, que causa estranheza, sendo que somente em dezembro foram pagas diárias ao prefeito no valor de R$ 22.082,50, o que contraria a legislação municipal”, enfatiza o denunciante.
O Decreto Municipal Nº 044 de 2022 estabelece o pagamento de diárias no valor de R$ 4.781,00 para viagens acima de mil quilômetros e a distância entre Inhaúma e Brasília não excede a quilometragem prevista para o valor citado. Portanto, tal recebimento contrariou a lei municipal, uma vez que o referido Decreto não foi respeitado.
Além do mais o Artigo 7 da Lei Nº 1.363 do ano de 2009, veda o recebimento de diárias que exceda 50% do subsídio do agente político e neste caso, o valor recebido pelo prefeito Juninho excedeu a porcentagem vedada, caracterizando mais uma infração municipal supostamente praticada por ele.
Com base nisso, o denunciante sugeriu a constituição de uma Comissão Processante contra o prefeito. Neste caso, de acordo com a Procuradoria da Câmara, o prefeito deverá ser notificado para apresentar defesa prévia por inscrito, indicando as provas que pretende produzir, podendo arrolar até 10 testemunhas.
A partir daí, a Comissão Processante irá decidir pela continuidade ou não do processo e só ao final, ainda com possibilidade de defesa por parte do denunciado, será votada a cassação ou não do prefeito, por dois terços do legislativo, no caso, seis vereadores.
Foi informado pela Procuradoria da Casa que o processo tem o prazo de 90 dias para ser concluído.
ECA DIGITAL Nova lei intensifica o controle sobre o acesso de menores à internet
POLÍTICA NACIONAL Petição contra Erika Hilton na Comissão da Mulher ultrapassa 100 mil assinaturas
CONFUSÃO Influenciador e pré-candidato ao governo de MG, Ben Mendes se envolve em confusão dentro de loja em Betim
INOVAÇÃO Belo Horizonte se destaca na América Latina com uso de inteligência artificial na gestão fiscal
QUADRO CLÍNICO Defesa de Bolsonaro reforça pedido ao STF por prisão domiciliar após nova internação
Compra de votos Vereadora de Minas é cassada pela Justiça por compra de votos entre R$ 50 e R$ 100 Mín. 20° Máx. 28°


